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February 26 O PC AJUDA MESMO NA ESCOLA?O Globo - 25/02/08 - Caderno Info Etc. - pág. 14
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O PC AJUDA MESMO NA ESCOLA?
Pesquisa diz que, quanto mais alunos dependem da máquina, mais caem notas e aproveitamento
- por André Machado
Serão os computadores as melhores ferramentas para ajudar na educação? Um estudo detalhado e a experiência de um professor universitário parecem dizer que não. O estudo foi feito ano passado pela Unicamp com alunos cursando da quarta à oitava séries do ensino fundamental e a terceira série do ensino médio, e demonstra que o uso intensivo do PC acaba diminuindo o desempenho dos alunos na escola, e não aumentando. Mesmo seu uso moderado atrapalha a performance dos alunos em disciplinas como português e matemática, especialmente nas classes mais pobres.
Examinando dados internacionais ligados ao tema, especialmente do Education Research Information Center, nos Estados Unidos, e valendo-se de informações do Sistema de Avaliação da Educação Básica, o relatório da Unicamp descobriu que os alunos que usam raramente o PC tiram notas bem melhores do que outros alunos, ao passo que os estudantes que se valem sempre da máquina acabam com notas menores que todos os outros.
Marcos Tadeu, professor do departamento de engenharia de telecom da UFF, nota essa tendência preocupante também no ensino superior.
— Nós, os técnicos e senhores da engenharia, sempre achamos que a tecnologia melhora a vida de todo mundo, que aumenta o desempenho — afirma. — Porém, isso é uma realidade apenas para quem efetivamente domina o assunto antes de usar a tecnologia para agilizar as tarefas.
Ele dá aulas há mais de uma década e, ao longo desse tempo, notou uma gradual piora no desempenho dos alunos em coisas simples, mas essenciais, quando não usam a tecnologia e, às vezes, até mesmo usando-a.
— Pode-se citar, de cara, problemas no uso das operações matemáticas básicas (sim: soma, subtração, a temida multiplicação e a monstruosa divisão).
Potenciação está fora de questão. Até mesmo na leitura e redação percebe-se, em alguns casos, uma quase completa falta de domínio do idioma — conta Marcos. — Os estudantes não conseguem entender o que está escrito num texto. Numa questão de prova, o nervosismo os anula. E colocar alguma idéia escrita pelo próprio punho torna-se uma tarefa quase impossível.
Ele lembra que está falando de alunos que freqüentam desde o sexto até o décimo período de um curso de engenharia numa universidade federal.
Perda de pontos em português e matemática A pesquisa da Unicamp demonstra que usar o PC para tudo o tempo todo leva à perda de pontos em trabalhos e provas, seja no ensino fundamental, seja no ensino médio, nas disciplinas de português e matemática. No fim das contas, o PC prejudica o desempenho, não importando a classe social dos estudantes.
Entretanto, os mais pobres têm queda mais acentuada.
— Na verdade, os alunos não estão piores, nem mais burros: estão mais preguiçosos — diz Marcos. — A tecnologia permite esta preguiça mental, que acaba culminando em falta de conhecimento e parecendo, para quem vê, burrice.
Tanto ele quanto os pesquisadores da Unicamp questionam a mentalidade atual que vê na inclusão digital uma panacéia para todos os males na educação. Não é bem assim que a banda deve tocar, dizem. Disseminação digital não é sinônimo de igualdade na educação e poderia levar a distorções maiores, quiçá a um aumento da desigualdade geral.
— Querem levar a tecnologia para o aprendizado mais básico e para as classes mais pobres e com mais dificuldade de aprender, através dessa idéia de "um computador por aluno". Mas acredito que se deva usar o dinheiro que iria para a compra desses equipamentos para pagar um pouco melhor aos professores e/ou treinar melhor os mestres que atuam na educação básica — diz Marcos.
April 30 Definição incrível!!!Abrindo meus e-mails, inclusive de alunos.....recebo esta maravilha que faz parte da continuação de um trabalho!
Meu aluno não poderia ter descrito de forma mais brilhante a minha área!
Obrigada José Geraldo Paredes ( Acadêmico da cadeira 39 da Academia Brasileira de Filologia - Patrono fundador desta cadeira José Albano )
" Prezada Vanessa,
Qualquer atividade tende a seguir determinada lógica. Portanto, entende-se por lógica um conjunto de estudos que visam a determinar os processos intelectuais que são, na realidade, condições do conhecimento verdadeiro. Já o empirismo baseia-se na experiência, no acaso, por vezes, sem caráter científico. É claro que a respeito do que conversamos, a informática como ciência tem lógica, mas em certo momento, somos envolvidos pelo acaso.
Um forte abraço do José Geraldo " |
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